CAMPOiconESQUERDOiconCAMPOiconESQUERDOiconCAMPOiconESQUERDO
icon
CAMPO ESQUERDOAGORA TEM UM BLOGCAMPO ESQUERDOAGORA TEM UM BLOGCAMPO ESQUERDOAGORA TEM UM BLOGCAMPO ESQUERDOAGORA TEM UM BLOG
SOBRE

Campo Esquerdo é uma protocoletividade que fomenta novas estéticas, modos de produção e experiências nos campos da arte sonora, musical e do corpo. Ao desenhar infra_estruturas que permitam co-criação a partir de perspectivas humanas, técnicas e de outros seres vivos, sem hierarquias, Campo Esquerdo promove "tecnologias", no plural. Dicotomias como arte em oposição à tecnologia, performance/festa, dança/escuta, coletividade/individualidade não têm lugar aqui, exceto se desmontadas e recombinadas em configurações irreconhecíveis.

O prefixo musical left-field literalmente, e como sátira, Campo Esquerdo, indica variantes excêntricas de um certo gênero musical. E indo um pouco além na interpretação, não é exatamente o fazer “experimental” que hoje muitas vezes existe em categorias demasiadamente solidificadas e limitantes para justificar o uso do termo. O "Campo Esquerdo" é, simplesmente, o abraço à estranheza. Pode ser música/performance excêntrica, que toma essa característica apenas por ser quem somos, em nossas inconformidades; ou o fazer artístico que deseja fabricar/simular um mundo xenofílico onde corpos dissidentes, mentes divergentes, possam existir sem a opressão da norma. Ou ainda, a curiosidade científica de observar o que acontece quando há permutações de tecnologias ainda não experimentadas. Campo esquerdo não é um evento de música experimental; é uma interface contracultural que promove novos formatos sonoros, e propõe outros parâmetros para relações imanentes nas experiências multidisciplinares.

Práxis

Em sua concepção inicial, Campo Esquerdo tomou a forma de um evento que combina múltiplos elementos da cultura da música eletrônica em diálogo com formatos experimentais. Estes são: 1) elaborações rítmicas repetitivas e contínuas que produzem um espaço de liberdade corporal fora do tempo, comum em gêneros musicais associados às raves e aos clubs; 2) música ambiente e escuta profunda, mimetizando a proposta de espaços de escuta hi-fi; 3) a música experimental, onde ruído, silêncio e acaso se encontram para desafiar as tradições musicais convencionais e abrir novas possibilidades de escuta. A partir desses parâmetros, manifestou-se um espaço temporário de escuta ininterrupta focado em shows de música eletrônica left-field e performances na interseção entre corpo, tecnologia digital e som. Entre as apresentações, houve momentos de mediação: DJ sets como colagens sonoras, evitando quebras não intencionais ou mudanças bruscas de atmosfera. A intermediação existe como elemento fundamental da experiência Campo Esquerdo, pois a cultura DJ (e a artista DJ) em suas origens, é capaz de criar sentido entre distintas estéticas e grupos sociais, permitindo que seja criado tanto um ambiente conciso, fluido, como um solo para que as artistas autorais se sintam confortáveis em ousar ao máximo em suas apresentações.

O formato de experiência de escuta dá o conjunto de valores do projeto, mas não é um fim em si próprio. Nos meses após a primeira edição, surgiram questões críticas, como: como dar continuidade a essas experiências de forma alinhada a esses valores? Público, gratuito, horizontal, inovador, dissidente, estranho. Quais são as condições dignas para alcançar um estado de fluxo coletivo, capaz de transformar o projeto conforme as necessidades do que o compõe? Como uma tentativa de respondê-las, Campo Esquerdo toma uma nova forma. O que chamamos de Campo Esquerdo Fase II.

+++++++++
OUTUBRO 2026
PRÓXIMO
dom
seg
ter
qua
qui
sex
sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
OUTUBRO 2026
PRÓXIMO
dom
seg
ter
qua
qui
sex
sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
*